No final de 2010, quando retornávamos da Nova Zelândia decidimos participar de uma corrida nos EUA aproveitando que estaríamos de férias em fevereiro de 2011. Pesquisando em sites especializados descobrimos que neste período ocorreria a DEATH VALLEY BORAX HALF AND MARATHON e utilizando o evento como ponto de partida programamos a viagem.
Por se encontrar o Death Valley próximo ao estado de Nevada, estabelecemos como pontos chaves da viagem Las Vegas, Grand Canyon, Yosemite Park e o Sequóia National Park. Decidimos ser Las Vegas o ponto de chegada e saída por ser a cidade com maior estrutura e próxima dos principais pontos de interesse da viagem.
Inicialmente tentamos adquirir as passagens com milhagem pela American Airlines, no entanto, desistimos desta opção por serem os vôos longos, com várias escalas o que tornaria a viagem extremamente cansativa. Assim, compramos pelo ‘site’ Decolar as passagens pela American Airlines que apresentavam melhor valor e menor tempo de viagem, com uma única escala em Dallas. Partimos do Brasil no dia 1º de fevereiro e chegamos em Dallas dia 2. Já na saída do Brasil fomos informados das tempestades de neve que assolavam os EUA, inclusive vôos para a costa leste haviam sido cancelados. Chegamos em Dallas no tempo previsto, no entanto, nosso vôo para Las Vegas às 7h30 foi cancelado em virtude das condições climáticas e apenas embarcamos para Las Vegas no período da tarde. Em Dallas fomos informados que no dia anterior o aeroporto havia permanecido fechado devido a severidade das tempestades, tanto que o período recebeu o apelido de “Snowgedon”. Sabíamos desde o início do planejamento da viagem que haveria riscos de tais intempéries em virtude de ser inverno no hemisfério norte, inclusive de que o acesso ao Yosemite Park estaria fechado, pois a highway 120 que corta o Yosemite permanece fechada durante o inverno nos desfiladeiros de Tioga e Sonora o que nos impediria conhecer a cidade fantasma de Bodie considerada a mais autêntica e preservada da época do Velho Oeste e o Mono Lake, considerado o mar morto da Califórnia e onde recentemente foi encontrada a única forma de vida (microorganismo) no planeta que tem em sua composição arsênio ao invés de fósforo.
Na sexta-feira, já com o carro que alugamos do Brasil (Avis) e após passarmos no supermercado Whole Foods e comprarmos algumas provisões porque sabíamos que no Death Valley a estrutura é bastante simples, seguimos em direção ao local da prova, distante 230km de Las Vegas. Percorremos as highways 95 e 190 até Furnace Creek. O acesso é por uma estrada sem movimento que corta o deserto do Mojave.
Programa interessante para aqueles que visitam o Badwater é percorrer a ‘Artits Drive’ via de mão única que passa em meio a colinas esculpidas pela erosão.
Em Fresno ficamos no Best Western Fresno Inn localizado próximo a um shopping e uma filial do restaurante Cheesecake Factory que além da qualidade, apresenta preços interessantes. O hotel, por sua localização torna-se uma excelente opção de hospedagem.
A cidade de Fresno não possui atrativos sendo apenas ponto de apoio para a chegada ao Yosemite.
No dia seguinte, partimos para o Yosemite no início da tarde. Nosso destino seria o Hotel Tenaya Lodge localizado na entrada do Yosemite Valley para aqueles que partem de Fresno. Seguimos pela highway 41 e a seguir entramos na highway 140. Felizmente o tempo estava bom e a estrada de acesso ao hotel e ao Yosemite Valley abertas.
O hotel Tenaya Lodge fica na entrada do parque, cerca de 45min do centro de visitantes – Yosemite Village. O hotel possui boas acomodações com quartos amplos, possuindo dois restaurantes o que é interessante porque não há cidades próximas e devido a época do ano, o deslocamento à noite é complicado diante da possibilidade de gelo na pista e neblina.
Infelizmente por se encontrar a highway 140 fechada retornamos a Fresno. O ideal seria seguir pela 140, cortando todo o parque até a highway 395 onde seria possível visitar o Mono Lake e a cidade de Bodie. Em nosso roteiro este dia estava em aberto, pois não sabíamos, devido a época do ano, se conseguiríamos visitar o Yosemite. Tivemos sorte que o período do ‘snowgedon’ havia se encerrado no dia anterior a nossa chegada em Dallas e, nos dias seguintes foi retirada a neve da highway 140 encontrando-se o acesso a Yosemite Village liberada.
De volta a Fresno optamos novamente pelo Hotel Best Werstern devido a sua boa relação custo/benefício. Além da localização, o café da manhã e Internet de alta velocidade incluídos na diária são pontos fortes do hotel.
Nosso próximo destino seria o Sequóia National Park onde se localiza a Giant Forest.
De Fresno seguimos pela highway 180, rota cênica pela visualização das sequóias gigantes. Para ter acesso ao parque é necessário pagar U$ 20,00 por veículo, podendo este ingresso ser utilizado por sete (7) dias.
Deixamos a highway 180 que atravessa o parque das Sequóias e seguimos pela highway 65 com destino a Bakerfield, 230km de Fresno, com o objetivo de pernoitar na cidade. Em Bakerfield ficamos no hotel Spring Suítes By Marriot. Hotel simples com destaque para o café da manhã incluído na diária, com boa variedade de itens. A cidade não apresenta pontos de interesse.
Chegando em Inyorkern seguimos pela rodovia 395 sentido sul até o entroncamento com a rodovia 58 que dá acesso a Barstow, cidade cortada pela mítica rota 66. Ainda na hihgway 395 visitamos uma surpreendente loja de antiguidades com várias quinquilharias referentes a rota 66 e outros produtos vintage. Percorrer a loja, independente de qualquer compra já vale a parada. Ainda encontraríamos outras lojas de antiguidades quando percorremos um trecho da rota 66, mas não com a variedade de produtos autênticos.
Após a aquisição de alguns itens, seguimos para Barstow. A cidade foi importante ponto de apoio para aqueles que seguiam de Chicago a Los Angeles pela rota 66. Barstow hoje é uma cidade decadente, sem pontos de interesse a não ser o fator histórico de ser cortada pela legendária rota 66. Na cidade ficamos no hotel Best Werstern Villa Inn que, na verdade, trata-se de um motel, com pouca estrutura, mas dentre as poucas opções foi a que julgamos a mais interessante. A cidade possui um museu dedicado a ferrovia com algumas locomotivas. Nos guias de viagem e revistas a cidade é referida como um ponto de compras, no entanto, as outlets não fazem sombra as localizadas na cidade de Las Vegas.
De Calico seguimos pela highway 15 em direção a Las Vegas, 330km de Barstow onde faríamos o pernoite para seguirmos em direção ao Grand Canyon. Nesta noite, em Vegas, ficamos no hotel Bellagio que consideramos o melhor entre aqueles que utilizamos. O Bellagio, assim como o Wynn, preocupasse com os mínimos detalhes.
A concepção do hotel é de um vilarejo italiano. Um dos pontos altos do hotel é o show das águas (dancing fountains) que ocorre em intervalos de 15 minutos em frente ao hotel e pode ser visto por aqueles que passam pela Las Vegas Boulevard, também conhecida por ‘The Strip’. Aproveitamos o resto dia para curtir a estrutura do hotel e descansarmos.
O acesso ao parque é pago. O ingresso, válido por 7 (sete) dias custa US$ 25,00 por carro ou US$ 12,00 para pedestres, motociclistas ou ciclistas. O ingresso inclui o serviço de shuttle bus que circula pelo parque em três linhas e que permite desembarcar em todos os mirantes próximos ao centro de visitantes.
As trilhas que descem por 1500 metros até o rio Colorado, base do cânion, são difíceis e exigem preparo físico. Para aqueles que não são adeptos de hiking é possível, de carro, circular pela borda superior do Grand Canyon e parar em mirantes específicos demarcados em mapas que são fornecidos no centro de visitantes. Há também a opção de utilização do serviço de shuttle bus, ou mesmo fazer o percurso pela trilha plana pavimentada que contorna a parte superior do cânion planejada para crianças, idosos e cadeirantes.
Imperdível e programa concorrido para aqueles que visitam o parque é o por do sol de qualquer mirante do parque.
No retorno para Las Vegas passamos na cidade de Williams localizada na mítica rota 66. A cidade não tem grande interesse a não ser o fator histórico e as reminiscências da rota 66 que cruza a cidade. A cidade frustra as expectativas de quem busca artigos genuínos da época áurea da rota 66 quando ela era a principal ligação de Chicago a Los Angeles. Os artigos à venda são em sua quase totalidade réplicas feitas em escala comercial que pecam pela falta de originalidade.
Após uma breve visita a Williams, retornamos a Las Vegas pela rodovia 40. Com o objetivo de passarmos por um autêntico trecho da route 66 em Ash Fork deixamos a rodovia 180. Este trecho da rota 66 até Kingman que não se encontra sobreposta as modernas highway é pitoresca, passando por algumas cidades com vários postos de gasolina abandonados e construções decadentes. Atualmente as highways substituíram a rota 66 e poucos trechos foram mantidos da rodovia original.
Após Kingman, já na highway 93, seguimos em direção a entrada oeste do Grand Canyon (West Rim), localizada apenas 204 km de Las Vegas. Nosso objetivo era conhecer a Skywalk. Após um trecho de estrada sem pavimentação chegamos as 16h na entrada do parque. No entanto, o acesso ao parque já estava fechado. No centro de visitantes descobrimos que o estado do Arizona possui fuso horário 1h a mais do que o estado de Nevada e na verdade eram 17h. Apesar da impossibilidade de nos aproximarmos da borda do cânion percebemos que a entrada sul é mais bonita e a única justificativa para visitar a entrada oeste é o interesse em andar na Skywalk. No acesso a entrada oeste do Grand Canyon passa-se por uma floresta das típicas e pitorescas árvores de Josué – Joshua Tree.
Já noite seguimos para Las Vegas. Ao passarmos pela barragem de Hoover Dam na divisa do Arizona com Nevada ficamos surpresos com os fortes ventos que chegaram a deslocar o veículo lateralmente, tornando a travessia da ponte sobre o rio Colorado extremamente assustadora. As placas indicando fortes ventos no local que já havíamos observado quando seguíamos para Grand Canyon não estão no local por acaso. Já na ida havíamos percebidos os ventos, mas não naquela intensidade. Os ventos fortes explicaram também porque as muretas da ponte são altas não permitindo visualizar o Lake Mead, lago formado pela represa.
O musical Viva Elvis ao contrário do Beatles Love é nostálgico por contar a trajetória de Elvis acentuando sua morte precoce. O hotel Ária onde é apresentado o Espetáculo Viva Elvis é uma tração a parte. O hotel é moderno e de extremo bom gosto, apesar do clima pouco descontraído em seu interior. O Buffet do restaurante é excelente e uma visita a ele é um bom pretexto para conhecer o hotel que ainda possui um café, uma chocolateria e uma sanduicheria também excelentes.
Um pouco distante do centro, para hikers e bikers, se encontram lojas especializadas em esporte outdoor e em bicicletas que valem a visita devido a qualidade dos produtos e os preços inferiores aos praticados no Brasil que justificam a compra mesmo com o pagamento do imposto de importação, fato que nos motivou comprarmos duas bikes.
Em Las Vegas são tantas as atrações que é necessário programar-se. Mesmo optando em ficarmos 6 (seis) dias seguidos, ainda deixamos a cidade sem aproveitar todas as opções que ela proporciona.
DICAS:
Tomar café ou brunch nos hotéis em Las Vegas é uma boa opção para conhecer os cassinos e suas atrações;
Whole foods (www.wholefoodsmarket.com) para compra de produtos alimentícios diferenciados;
Para uma excelente refeição com qualidade de preços acessíveis visite a The cheesecake Factory (www.thecheesecakefactory.com);
Outra boa opção para uma refeição são as franquias 'Panera Bread'
A compra dos shows pode ser feita com descontos em pontos espalhados pela cidade que vendem determinado setor sem a reserva de assento que é feito no momento da apresentação do ticket no guichê da bilheteira. Com 1h de antecedência conseguimos excelentes assentos para os shows, inclusive com upgrade do setor, sem custos, no Viva Elvis pela baixa procura;
A compra dos shows pode ser feita com descontos em pontos espalhados pela cidade que vendem determinado setor sem a reserva de assento que é feito no momento da apresentação do ticket no guichê da bilheteira. Com 1h de antecedência conseguimos excelentes assentos para os shows, inclusive com upgrade do setor, sem custos, no Viva Elvis pela baixa procura;
Não se preocupe com as roupas a serem levadas na viagem, mesmo nos hotéis mais sofisticados há pessoas circulando quais mais variadas roupas, desde moletons a casacos de pele;
Aproveite as lojas da Apple para acessar seus e-mails, pois as lojas permitem o uso dos equipamentos que estão em exposição;
Acesse a internet gratuitamente nas lojas da 'Starbucks'
A distância entre Las Vegas e a entrada oeste do Grand Canyon, onde fica a Skywalk, é de 200 Km. A Skywalk fecha às 4:40 pm, horário do estado do Arizona, que tem uma diferença de 1 hora a mais em relação ao estado de Nevada.
Aproveite as lojas da Apple para acessar seus e-mails, pois as lojas permitem o uso dos equipamentos que estão em exposição;
Acesse a internet gratuitamente nas lojas da 'Starbucks'
A distância entre Las Vegas e a entrada oeste do Grand Canyon, onde fica a Skywalk, é de 200 Km. A Skywalk fecha às 4:40 pm, horário do estado do Arizona, que tem uma diferença de 1 hora a mais em relação ao estado de Nevada.